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O SORTUDO

 

   "Era um sortudo de nascença, que conseguia tudo o que queria sem qualquer esforço. Na escola o sortudo passava de ano sem estudar. No vestibular, escolheu as respostas sem olhar, preocupando-se apenas em distribuir as cruzinhas na página de maneira esteticamente agradável, e passou com uma das médias mais altas. Formou-se, por sorte, e começou a trabalhar apenas por distração, pois conseguiria viver muito bem com o que ganhava no jogo. E também teve sorte nos negócios.
    Mas a sua sorte, mesmo, era com as mulheres. Não era um homem especialmente sedutor, apenas tinha sorte. E foi acumulando conquistas amorosas, para desespero e inveja dos outros. Foram tantas as conquistas que um dia ele parou para fazer um inventário sexual e concluiu que, de todos os tipos de mulheres no mundo, ele só não conhecia uma hindu. Ou é hindua? Enfim, uma moça da Índia.
    Por sorte, conheceu uma na mesma noite. E naquela mesma noite ela estava na sua cama, apresentando-o às mil maneiras de fazer o amor oriental. Até que, saciados, os dois dormiram. O sortudo acordou mais cedo. Ficou olhando o belo rosto da moça, que dormia profundamente. E viu que ali estava a oportunidade de descobrir uma coisa que sempre o intrigara. O que é aquele sinal que as mulheres da Índia têm no meio da testa?
    Então o sortudo raspou o sinal da testa da moça com a unha... e ganhou um Corsa!!"